 | 1991-1994 |

Embora o Ford Explorer não tenha sido o primeiro veículo utilitário 4 portas compacto (o jipe cherokee e o Trooper da Isuzu tinham sido lançados em torno de 1984) provaria ser um dos veículos de maior popularidade neste segmento de mercado relativamente novo. Surgindo como um modelo 1991 adiantado, o Explorer podia ser duas ou quatro portas, com tração 4x2 ou 4x4. Ao contrário de alguns concorrentes, o duas portas era mais curto (259.33 centímetros ) que o quatro portas, que tinha 284.23 centímetros. A lógica era que aquelas pessoas que quisessem um veículo mais esporte, iriam comprar a versão duas portas visto que quem necessita mais espaço, ficaria com o modelo maior . O Explorer duas portas chama-se Explorer Sport. O peso total variava de 1.678 kg para o duas portas 2WD a até aproximadamente 1.814 kg para um 4WD 4 portas. Os Explorers estavam basicamente disponíveis em três níveis de acabamentos. Os modelos 2 portas eram versões XL e Eddie Bauer. Já os 4 portas estavam disponíveis nas versões XL, XLT e Eddie Bauer. Com características tais como assentos em couro escuro, rodas de alumínio e alguns refinamentos no interior como espelhos iluminados, o XL tinha poucos opcionais, comparado com um XLT que vinha com trio elétrico, piloto automático entre outros. Os Explorers Eddie Bauer eram os top de linha com esquemas de pintura em dois tons (como a combinação verde e bege escura popular), rodas da liga e interiores com o nome da versão escrita nos bancos. Com uma construção robusta, o motor (um V6 4.0 litros com 155cv) poderia vir com câmbio manual de cinco velocidades ou a caixa automática de 4 marchas. Dois sistemas de tração 4x4 foram oferecidos: um com acionamento por botão, e para os que gostavam do 4WD tradicional, um sistema manual com a alavanca no assoalho com roda livre manual. Um sistema de freio ABS para as rodas traseiras era padrão. Para aqueles que usavam estes veículos para algumas de suas finalidades pretendidas, o Explorer 4WD não tinha uma altura em relação ao solo muito boa para um fora de estrada mais severo. E a capacidade do reboque era limitada em 2.540 kg, dependendo do modelo e da escolha do equipamento. Com muitos mimos (assento de couro, um sistema áudio JBL com CD Player, etc..) combinado com uma posição de dirigir elevada, os até 2,29 metros cúbicos da capacidade de carga (no 4 portas), o Explorer era um sucesso imediato. O que fez com que alcançasse o terceiro lugar em vendas no primeiro ano.  A Mazda Navajo foi lançada também como um modelo 1991. Disponível somente como um 4WD de 2 portas, a Navajo era essencialmente a “plataforma” do Explorer e compartilhou de quase tudo com seu irmão gêmeo. Para deixar os dois diferentes esteticamente, a Navajo teve além de uma grade diferente, os faróis e as rodas. Dentro dele era mais difícil diferenciar um do outro, porque o tecido dos bancos e o volante eram as únicas diferenças aparentes. Dois níveis de acabamento foram oferecidos para A Navajo, Básica e LX. A versão básica não era exatamente “pé-de-boi”, porque o trio elétrico vinha de série. O LX adicionou características tais como a iluminação interior extra e rodas de liga. Um pacote superior opcional era oferecido com os luxos: incluindo Ar Condicionado, equipamento de som, o piloto automático, os bancos com o ajuste lombar elétrico e um teto solar basculante removível. O preço do Explorer variou de US$ 16.375 (2 portas 4x2) até US$ 21.701 para um Eddie Bauer 4WD. A Mazda fixou o preço da Navajo abaixo dos Explorers Sport para facilitar a venda. Mudanças menores ocorreram para 1992 no mercado dos SUV. A relação do eixo traseiro de 3.27:1 substituiu a anterior de 3.55:1 para melhorar o consumo e para reduzir a rotação em altas velocidades. O desempenho do sistema de ar condicionado foi melhorado e vinham novas rodas de liga para os modelos XLT e Eddie Bauer. O luxo e a conveniência foram realçados pelos 6 ajustes elétricos nos bancos, porta-copos dianteiros duplos no painel e no console e vidro do motorista com acionamento por um toque. Um modelo de Navajo 2WD estava disponível em 1992, visando as pessoas que gostam de um carro maior (com visual SUV), mas que não precisavam da tração nas 4 rodas. As versões básicas dos modelos eram chamadas agora de DX, de acordo com a maneira do fabricante japonês de se referir as suas versões básicas. Fora isto, o "Explorer" da Mazda teve assim poucas mudanças, tão poucas que a maioria das fotos usadas no catálogo do modelo 1991 foram usada também para o de 1992. A principal mudança em 1993 foi na segurança com a inclusão de freios ABS nas 4 rodas. O motor 4.0 V6 ganhou mais 5 cavalos, elevando a potência total para 160cv. Outras mudanças eram mínimas – um novo desenho para as rodas de liga e novo desenho dos instrumentos. Como esperado, a Navajo trouxe os mesmos melhoramentos mecânicos que o Explorer; a potência aumentada para o V6 e os freios ABS finalmente nas 4 rodas. Porém oferecia ainda um CD Player como opcional. Como modelo 1994 visualmente nenhuma mudança no Explorer, exceto um novo tecido de couro para os bancos limitada ao modelo 4 portas. E um novo jogo de rodas 4 pontas era a mudança solitária para a Navajo LX.
 | 1995-2001 |

As modificações maiores vieram no ano de 1995, enquanto o Explorer continuava a onda enorme de popularidade. A carroceria recebeu um “facelift” com uma grade, faróis dianteiros e traseiros novos. Também recebeu suspensão e amortecedores novos. O resultado final é que foram adicionados 10,16 centímetros ao comprimento do Explorer, embora as outras dimensões tivessem ficado inalteradas. Enquanto os Explorers anteriores não tiveram nenhuma opção de airbags, o modelo 95 veio com bolsas infláveis para o motorista e o passageiro. Outras modificações do interior incluíram um painel de instrumento novo, assentos, volante e a adição de apoios de cabeça traseiros. O uso de um sistema novo de tração 4x4 o “Trac control" permitia o acionamento do 4WD automaticamente transmitindo tração às rodas dianteiras quando as traseiras começavam a patinar. Antes deste sistema, a tração 4x4 do Explorer podia ser usado somente em superfícies escorregadias e requeria ao motorista fazer uma decisão se empregar a tração ou não. Este ano veio ainda a opção de 4x4 reduzida. Também a suspensão dianteira com um projeto independente mais moderno que substituiu o antigo twin i-beam dos Explores precedentes. Um furacão de melhoria chegou para 1996, quando a Ford tornou seu motor V8 5.0-litros disponível ao Explorer. Com 210 cavalos-força, o V8 deu ao Explorer um impulso visível no desempenho, assim como um aumento na capacidade do reboque de 2.268 a 2.948 quilos. Infelizmente, o motor estava disponível apenas para o modelo XLT quatro portas que não tinha tração 4x4. Havia ainda um assento opcional para adaptar no porta-malas. Este era um acessório que agradava às famílias com mais de 3 crianças, pois apenas elas poderiam ficar nos assentos, já que não havia muito espaço para as pernas. Finalmente, o modelo Limited trouxe as novas rodas de liga. 1997 foi um grande ano para o Explorer, não houve apenas melhorias mecânicas, mas ele teve outra vez um irmão gêmeo, desta vez foi lançado o Mercury Mountaineer.  Os melhoramentos funcionais foram a introdução de um poderoso, 4.0-litros V6 (OHC) e 205 cavalos-força. E este potente motor foi conectado a uma caixa automática de cinco velocidades nova. Este V6 aumentou o número de oferta de motores do Explorer para três; os 4,0 V6 padrão com 160 cavalos-força, o V6 novo mencionado acima, e o 5.0-litros V8. Nos Explorers V8, um sistema permanente de AWD (all-wheel drive) foi instalado. O AWD diferia do Control Trac 4WD. No primeiro todas as quatro rodas giravam igualmente, e no sistema Control Trac quase todo o poder ia para as rodas traseiras a não ser que quando a perda de tração era detectada, neste caso enviava mais força às rodas dianteiras. A “prima” da Ford, Mercury, após verificar que os SUVs se tornavam cada vez mais populares. Lançou o Mountaineer. Visou o consumidor de “alto escalão”, o Mountaineer era um Explorer completo 4 portas (com o V8 e o AWD), com uma grade cromada e algumas alterações estéticas.  Elevando rapidamente o seu status para o SUV mais vendido da América (com os quase três milhões vendidos até este ponto), o Explorer foi mais refinado para 1998. A segurança foi realçada pelos airbags de segunda geração e melhorias nos freios ABS. E para ajudar a manter o Explorer com seus proprietários seguros, havia um sistema anti-furto novo chamado "SecuriLock" (uma chave eletronicamente codificada era necessária para ligar o veículo) que era padrão em todos os modelos. Os Explorers de 2 portas vieram agora estritamente na versão Sport básica enquanto o XL foi descontinuado. Quanto aos modelos 4 portas, continuaram a ser oferecidos com XL, XLT, e Eddie Bauer além das versões Limited. Por fora é possível diferenciar um Explorer 98 dos anteriores pela traseira, devido às novas lanternas e o vidro traseiro. As mudanças no interior incluíram controles no volante para o som e ar condicionado para o modelo Limited e um sistema de som com subwoofer. Os modelos da Montaineer foram ampliados para suprir ao mercado de SUVs incluindo a tração 4x2, e o Motor V6. Os V6 escolhidos para o Montaineer eram OHC e tinham, 205cv, com câmbio automático de 5 marchas. Isto significou que além do V8 com AWD, os compradores também poderiam escolher a tração 2WD ou 4WD com motor V6 que eram mais baratos. Para diferenciar o Mercury Montaineer do Ford Explorer, o “primo” vinha com uma nova grade e conjunto de faróis junto com pintura em dois tons que era padrão. E como no Ford, foi feita a escolha do sistema de áudio requintado para agradar os audiófilos mais exigentes. Em 1999 avanços foram trazidos na segurança do Explorer. Airbags laterais eram oferecidos como opcionais de proteção. Além disto, havia um sensor de estacionamento que alertava ao motorista com bips a distância do objeto atrás do para-choque traseiro. Dando uma olhada no Explorer, percebia-se uma atualização leve nas novas luzes de neblina, no pára-choque dianteiro e desenho da lataria. Modelos Limited adquiriram novas rodas e acabamentos imitando madeira. Um novo modelo 4 portas surgiu, o XLS (posicionado entre o XL e o XLT) que incluiu: Ar condicionado e rodas de liga. Pacotes opcionais para o XLS e modelos XLT somavam desenhos de rodas mais agressivos, barras de proteção laterais e rodas e pneus mais esportivos. Ajudando a satisfazer os ecologistas para que já rotulavam os SUVs como "comedores de gasolina", "monstros destruidores da camada de ozônio", o Explorer 1999 era um veículo de baixa emissão de poluentes. Em números isto significou que ele expelia 40 por cento menos poluição que os demais veículos, incluindo carros de passeio. Isto é até impressionante quando os órgãos americanos consideram que SUVs não têm que satisfazer os mesmos padrões de emissões dos carros. As modificações no Montaineer importaram os mesmos airbags laterais como opcionais e sensor de estacionamento como no Explorer. O ano 2000 foi monótono para o Explorer, a grande notícia foi o fim da versão XL. O Montaineer, no entanto recebeu duas opções de acabamento, Premier e (levando um nome de um antigo Sedan full-size da Mercury ) Monterey. O pacote Monterey incluiu modelagens de cor para, pára-choques e saias laterais como também algumas versões aperfeiçoadas de interior com acabamento em madeira. O Premier vinha com controle de som no volante e rodas e pinturas exclusivas.  Em 2001 a versão quatro portas recebeu os motores OHC V6 4.0 de 205cv como padrão, Não havia mais opção do V6 de 160cv nem caixa de câmbio manual. A adição de ganchos para assento de criança na segunda fila era a outra mudança para este Explorer. Esta mudança foi também realizada no Montaineer. Por outro lado, o Explorer Sport de duas portas adquiriu um facelift completo, e mais adiante se distanciou do quatro portas.
 | Geração Atual |

O Explorer 2002 sofreu as maiores mudanças desde o seu lançamento em 1991. Quase tudo, menos o nome, é novo. Maior que antes e com estilo suave e o Explorer teve o desenho da cabine totalmente refeito para ficar moderno e atual. Um terceiro assento é agora opcional, sendo possível sua instalação devido a um alargamento de 5 centímetros no chassis, há ainda uma nova suspensão traseira independente que permitiu rebaixar o piso traseiro em quase 18 centímetros. Foram melhorados ainda o banco traseiro independente e a posição de dirigir. Há quatro versões disponíveis: XLS, XLT, Eddie Bauer e Limited. Historicamente, o Explorador mais popular tende a ser o XLT bem-equipado. Os Eddie Bauer e Limited vem com artigos de luxo, como assentos de couro aquecidos, ar condicionado digital automático e CD para 6 discos. A segurança é padrão em todas os modelos. Incluem ABS com sensor de distribuição eletrônica de frenagem e ainda o Securilock, sistema anti-roubo passivo. Há ainda como opcional, os airbags laterais. Debaixo do capuz, o V6 4.0 de 210 cv ou um novo V8 4.6 de 240 cv podem ser encontrados. Só a versão XLS é disponível com a caixa de 5 marchas manual. Todos os outros modelos, sejam eles V6 ou V8, vem com a transmissão automática que é opcional no XLS. Uma escolha de 4x2 ou 4x4 é oferecida para cada modelo. O Explorer Sport, o duas portas que vem na plataforma antiga, continua virtualmente inalterado. O Mercury Montaineer vem como um único modelo e tem alguns elementos de design novos, como grade frontal com barras verticais, nova iluminação interna e detalhes do interior em alumínio que o distingue de seu primo Explorer mais comum. Uma diferença chave entre o Montaineer e o Explorer é que se você optar por uma versão 4WD do Mercury, ele vem com o sistema All-whell-drive (AWD) sem botões para acionamento da tração, ao invés do Trac Control da Ford. O Sitema AWD, onde todas as 4 rodas recebem força ao mesmo tempo, é desenvolvido para utilização em qualquer tipo de terreno. Ao contrário do 4x4 do Explorer que tem 4x4 Hi e Lo que não deve ser utilizado em pistas secas. A Mazda Navajo não é mais fabricada e a Ford voltou a importar para o Brasil o Explorer em 2005. Pena que custa tão caro, em torno de R$ 200.000,00.
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